Ingredientes com intenção.
O que está dentro de cada copinho de sobremesa da épacomê

Na Épacomê, cada ingrediente tem uma função: reconstruir textura, estrutura, cremosidade e sabor. É assim que uma sobremesa congelada pode ser gostosa demais. Aqui está a nossa despensa, aberta e bem explicada.

Doçura natural

Como substituímos o açúcar refinado

Tâmara

Fruto da palmeira Phoenix dactylifera, naturalmente rico em glicose e frutose. Na receita, é a principal fonte de doçura — entrega sabor profundo e ajuda na textura úmida da base.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Maçã Fuji

Fruta com açúcares naturais e fibras. Na receita, arredonda o paladar e contribui para a umidade da massa.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Uva-passa Triturada

Uva desidratada com açúcares concentrados. Na receita, entrega doçura pontual e textura mastigável.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Estévia

Edulcorante natural extraído das folhas de Stevia rebaudiana, com poder adoçante até 300 vezes superior ao da sacarose. Na receita, faz o ajuste fino da doçura sem adição calórica significativa

Referência: ANVISA — RDC nº 18/2008. JECFA, 2008.

Textura e estrutura

Como a sobremesa se sustenta depois de descongelada

Psyllium

Fibra solúvel extraída das sementes de Plantago ovata, com teor de fibra de aproximadamente 80%. Em contato com água, forma um gel natural de alta viscosidade. Na receita, é o principal responsável pela cremosidade após o descongelamento

Referência: Revista de Nutrição, PUC-Campinas, 2012; 25(1):75-86. EFSA Journal, 2011.

Albedo de limão-siciliano

Parte branca da casca do limão, rica em pectina — fibra solúvel com propriedade gelificante. Na receita, atua como estruturante natural da base cremosa.

Referência: Ciência e Tecnologia de Alimentos, SciELO Brasil, 2006; 26(4):896-900. FAO Food and Nutrition Paper 49.
Pectina de maracujá

Fibra solúvel extraída do maracujá, com alta capacidade de gelificação. Na receita, define a consistência da base e estabiliza a textura no freezer.

Referência: Food Science and Technology, SciELO Brasil, 2019; 39(1):248-254.
Chia

Semente de Salvia hispanica com teor de fibra entre 30% e 40%. Forma gel em contato com líquidos. Na receita, contribui para retenção de umidade e estrutura

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. Ciência Rural, UFSM, 2014.
Goma xantana

Polissacarídeo produzido por fermentação bacteriana. Alta viscosidade em baixa concentração. Na receita, estabiliza a textura, evita a cristalização no freezer e garante consistência uniforme após o descongelamento

Referência: ANVISA — IN nº 45/2013. FAO Food and Nutrition Paper 49.
Linhaça dourada

Semente com teor significativo de fibra e gordura. Na receita, contribui para densidade e retenção de umidade.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Eritritol

Poliol obtido por fermentação, com aproximadamente 0,2 kcal/g. Embora seja também um adoçante, na Épacomê ele não está na receita de biscoito pelo poder adoçante, mas pelo que faz na massa. Retém umidade, interfere na estrutura e arredonda a textura após o descongelamento. É um ingrediente de construção, não de doçura.

Referência: EFSA Journal, 2015; 13(1):3952. Aprovado para uso alimentar pela ANVISA — RDC nº 18/2008.

Aroma e identidade

O passaporte de cada receita

Café

Infusão do grão torrado de Coffea arabica ou Coffea canephora, com cafeína e compostos aromáticos. Na receita do Tiramisù, define o amargor técnico que equilibra a cremosidade do zabaione.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. EFSA Journal, 2015.
Cacau em pó alcalino 100% e cacau negro

Cacau em pó, cacau alcalino e cacau negro O cacau em pó natural mantém a acidez original do grão e contém flavonoides. O cacau alcalino passa por processo de alcalinização que reduz a acidez e suaviza o sabor. O cacau negro — também chamado de black cocoa — é submetido a um processo de alcalinização mais intenso, resultando em cor próxima ao preto, sabor mais suave e alta solubilidade. É ingrediente de confeitaria gourmet, usado para cor e profundidade de sabor sem amargor excessivo. Na Épacomê, a escolha entre os três define a personalidade de cada receita com chocolate — do mais intenso ao mais suave.

Referência: Food Science and Technology, SciELO Brasil. NIH — National Library of Medicine. ANVISA — RDC nº 264/2005 (cacau e produtos de cacau).
Canela em pó

Especiaria obtida da casca de árvores do gênero Cinnamomum, com compostos aromáticos como o cinamaldeído. Na receita do Apfeltiramisù, complementa a maçã fuji com aroma quente.

Referência: EFSA Journal, 2008; 6(10):835. Guia Alimentar para a População Brasileira, MS, 2014.
Pó de semente de tâmara torrefata

Também conhecido como Tafé ou (ou Daffee, em inglês) semente da tâmara torrada e moída, rica em compostos aromáticos da torra. Na receita, entrega notas tostadas que aprofundam o sabor sem adição de café ou cacau.

Referência: FAO — Dates: production and processing, 1982. Al-Shahib & Marshall, Journal of the Science of Food and Agriculture, 2003.
Polpa de maracujá

ruta processada com acidez marcante e compostos aromáticos característicos. O maracujá está entre as frutas com maior teor de fibra por 100g — acima de opções comuns como maçã, banana e morango — com concentração ainda maior no mesocarpo, a camada intermediária entre a casca e a polpa, onde a pectina é mais densa. Por isso na Épacomê ele aparece duas vezes na receita: como polpa, que corta a doçura da base e define a identidade do sabor, e como pectina extraída do mesocarpo, que estrutura a textura. Duas funções, uma fruta.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. TBCA/USP — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Embrapa — Composição e propriedades funcionais do maracujá, 2013. Food Science and Technology, SciELO Brasil, 2019; 39(1):248-254.
Zeste de limão-siciliano

Raspas da casca externa do limão-siciliano, ricas em óleos essenciais. Na receita da Charlotte au Citron, entrega aroma cítrico concentrado e real — diferente do aromatizante artificial.

Referência: Ciência e Tecnologia de Alimentos, SciELO Brasil, 2006. USDA FoodData Central./small>
Suco de limão-siciliano

Líquido extraído da polpa do limão-siciliano, com alta concentração de ácido cítrico e vitamina C. Na receita da Charlotte au Citron, atua como agente de acidificação — equilibra a doçura da base, realça o aroma cítrico do zeste e interage com a pectina para potencializar a gelificação da estrutura. É a terceira função do mesmo fruto: o albedo estrutura, o zeste perfuma, o suco acidifica.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. TBCA/USP — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos.
Essência de baunilha

Aromatizante com vanilina, amplamente utilizado em confeitaria. Na receita, arredonda o aroma das bases cremosas

Referência: FDA — Code of Federal Regulations, Title 21. ANVISA — IN nº 28/2013.
Cúrcuma

Especiaria do rizoma de Curcuma longa, com pigmento natural amarelo-alaranjado. Na receita do Tiramisù e do Trifle, usada para coloração natural do creme inglês.

Referência: ANVISA — RDC nº 8/2013. Guia Alimentar para a População Brasileira, MS, 2014.
Cenoura liofilizada

Cenoura desidratada por congelamento, com preservação de cor e compostos aromáticos. Na receita do Trifle, contribui para sabor concentrado e coloração natural.

Referência: FAO Food and Nutrition Paper, 1995. Ciência e Tecnologia de Alimentos, SciELO Brasil.

Cremosidade e base

Por que usamos coalhada seca no lugar do creme de leite

Coalhada Seca

Leite fermentado com remoção de soro, concentrado em proteínas e ácido láctico. Na receita, é a base cremosa que substitui o creme de leite tradicional — entrega acidez equilibrada e textura densa.

Ovos e gemas

Fonte de proteínas e gorduras com função emulsificante — propriedade que permite a união de ingredientes aquosos e gordurosos. Na receita do Tiramisù, o zabaione de gemas é a base técnica que define a cremosidade característica.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Pistache

Oleaginosa com gorduras insaturadas e proteínas. Na receita, entrega sabor intenso, cor natural e textura densa no ganache

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. USDA FoodData Central.
Semente de abóbora

Semente comestível com gorduras e minerais. Na receita, contribui para textura e densidade

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Manteiga de amendoim

Pasta obtida do amendoim moído, feita na nossa cozinha, com gorduras insaturadas e proteínas. Na receita, é a base do ganache do Icebox Cake — entrega cremosidade e densidade características.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Leite de coco em pó

Versão desidratada do leite de coco, rica em gordura de origem vegetal. Na receita, entrega cremosidade e sabor característico ao Klappertaart.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Coco ralado

Polpa seca do coco, com gordura e fibra. Na receita, define a textura e o sabor do Klappertaart.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Leite em pó

Leite desidratado, concentrado em proteínas e gorduras. Na receita, dá corpo e estabilidade à base cremosa.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011./small>

Bases neutras

ingredientes que trabalham sem aparecer

Chuchu

ortaliça com alto teor de água e baixa densidade calórica. Na receita, funciona como base neutra que adiciona volume sem interferir no sabor.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Farinha de arroz

Arroz moído, naturalmente sem glúten. Na receita, dá estrutura leve às bases dos boloitos.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Fécula de mandioca

Amido extraído da mandioca, com alta capacidade de gelificação. Na receita, confere elasticidade e leveza.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011.
Amido de milho

Carboidrato extraído do milho, usado como espessante. Na receita, define viscosidade e textura.

Referência: TACO — Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 4ª ed. UNICAMP, 2011. FAO.
Bicarbonato de sódio

Agente de fermentação química que libera CO₂ em reação ácida. Na receita, cria leveza nas bases dos boloitos.

Referência: FDA — Code of Federal Regulations, Title 21. ANVISA..
Sal marinho

Cloreto de sódio. Na receita, realça os demais sabores por contraste.

Referência: ANVISA — RDC nº 130/2019. WHO.
Água mineral sem gás

Na indústria alimentícia, a escolha da água interfere diretamente no resultado final — minerais em excesso alteram sabor, pH e comportamento de ingredientes como a goma xantana e o psyllium. Na Épacomê, usamos água mineral sem gás pela composição estável e pelo sabor neutro, que não compete com os ingredientes com intenção de cada receita.

Referência: ANVISA — RDC nº 173/2006 (padrões de identidade e qualidade de água mineral).

Por que listamos tudo isso?

Porque a tabela nutricional boa demais para esconder merece uma despensa à altura. Todos os nossos produtos são sem açúcar adicionado e sem adição de conservantes. Feitos em lotes pequenos em Pindamonhangaba. Os ingredientes acima são a prova de que reconstrução inteligente não precisa esconder nada.

 

Agora que você conhece a nossa lógica de reconstrução inteligente, está na hora de conhecer o gosto.

Sobremesas congeladas Épacomê: Trifle de Frutas Vermelhas e Charlotte au Citron em embalagens individuais de 1030g